Suplementação proteica na seca. Por que fornecer?

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Animais no início da seca. Junho 2021. Cliente Fazenda Juliana, em Coxim MS

Todo ano escutamos sobre a importância da suplementação na seca, mas por que devemos fazer?

Com o fim das chuvas e chegada do inverno as forragens perdem suas qualidades nutricionais, queda no teor de proteína, aumento no teor de fibras e lignina tornando-se indigestível para os animais.

A suplementação proteica visa corrigir as deficiências nutricionais apresentadas pelas plantas, principalmente a deficiência proteica, e melhora o desempenho animal pelo fornecimento adicional de nutrientes, reduzindo a idade de abate, taxas de perda de peso e ou idade de primeira cria.

A estratégia visa oferecer condições para as bactérias ruminais obterem o mínimo necessário de nitrogênio no sistema para fazer a degradação e digestão da forragem seca.

Aumentando o teor de proteína e energia, consequentemente há o aumento da multiplicação bacteriana do rúmen, que por sua vez irá aderir a fibra e disponibilizar mais energia para o bovino, evitando a queda de peso no período de estiagem.

As características do sal proteico deve apresentar um teor de proteína bruta acima de 20%, teores médios de energia (entre 45% a 75% de NDT), minerais e ionóforos (monensina, lasalocida, narasina etc).

O nível de suplementação varia de:
1g/kg de peso vivo/animal/dia; concentrado – entre 2,5 a 5 g/kg de peso vivo/animal/dia.

É uma forma econômica de manter o peso do rebanho ou ganhos moderados de 200 até 400 g/animal/dia, dependendo do pasto. O consumo deveria ficar em aproximadamente 1g/kg de peso vivo/animal/dia.

Mas fique atento: Deve-se ajustar o percentual de sal branco no suplemento para alcançar o consumo programado, e animais que recebem suplementos com sal comum para controlar consumo precisam ter livre acesso à água.

Artigo escrito por Vinicios Tomé

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