Calor extremo: como altas temperaturas impactam o trabalhador rural

Saiba quais são os principais impactos à saúde e produtividade em condições de calor extremo e como evitar os sintomas

Por: Gabriel Caval – 25/09/2023

Nos últimos dias, meteorologistas e pesquisadores de todo país alertaram a chegada de uma onda de calor que vai assolar boa parte do Brasil nas próximas semanas. São esperadas temperaturas que podem chegar a até 45°C.

Entre os impactos do calorão, que já se iniciou em regiões como o Sudeste e o Centro-Oeste, estão os danos nas produções agrícolas, cotações das commodities no mercado exterior e na saúde dos produtores rurais.

Para quem trabalha no campo, os cuidados quanto ao clima devem ser redobrados, seja para produção, para o gado ou ao profissional. Isso porque o calor excessivo pode ser prejudicial à vida humana, podendo até levar uma pessoa à morte.

Nos últimos dias, meteorologistas e pesquisadores de todo país alertaram a chegada de uma onda de calor que vai assolar boa parte do Brasil nas próximas semanas. São esperadas temperaturas que podem chegar a até 45°C.

Entre os impactos do calorão, que já se iniciou em regiões como o Sudeste e o Centro-Oeste, estão os danos nas produções agrícolas, cotações das commodities no mercado exterior e na saúde dos produtores rurais.

Para quem trabalha no campo, os cuidados quanto ao clima devem ser redobrados, seja para produção, para o gado ou ao profissional. Isso porque o calor excessivo pode ser prejudicial à vida humana, podendo até levar uma pessoa à morte.

Impactos na produtividade

Muitas atividades voltadas para agropecuária nas zonas rurais são realizadas sob o sol e calor. A exposição prolongada e sem proteção a temperaturas severas podem gerar danos irreversíveis e a longo prazo, além de afetar a produtividade nos trabalhos do campo.

Outro fator que contribui para a queda na produção são os sintomas causado pela exposição a temperaturas altas. Cansaço, dores musculares, fadigas entre outros sintomas podem atrapalhar os trabalhos no campo.

De acordo com dados da revista científica The Lance em 2018 o setor de agricultura perdeu cerca de 133 bilhões de horas no mundo toda por conta do calor excessivo, enquanto o setor industrial perdeu 30 bilhões de horas ao redor do globo.

climatologista e professor de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Miguel Pocharski, em entrevista, explica mais sobre os impactos no cenário rural.

“Aqui no Rio Grande do Sul, nosso estudo mostrou que mais de 90% dos trabalhadores que conversaram conosco durante a pesquisa, relataram sofrer queda de produtividade em meio às ondas de calor”, comentou o professor.

O gado também pode sofrer muito com o estresse térmico. Um estudo da Embrapa mostra que criar sombras artificiais melhora o rendimento e diminui o consumo de água e do solo em confinamentos bovinos.

Umidade podem agravar os problemas

A umidade é um fator muito importante quando falamos desses impactos ou da intensidade do calor em diferentes localidades. Portanto, um ambiente com baixa umidade vai afetar menos o trabalhado do campo do que um lugar muito úmido.

“Então, se você está num forno (baixa umidade), tá assando por fora, mas por dentro, internamente, aí podemos pensar nos nossos órgãos, por exemplo, vai demorar mais tempo até haver aquecimento fora do normal. Quando está numa panela cozinhando (alta umidade), o teu interno e o teu externo, eles estão esquentando juntos, então tu acaba sofrendo muito mais”, exemplificou Pocharski.

“Quando a umidade do ar ela está superior 85%, a gente também não consegue mais fazer com que o suor que sai do nosso corpo seja evaporado para a atmosfera”, disse. “E aí tu vai ter um problema, porque vai continuar superaquecendo”.

Principais sintomas em calores extremos

O corpo humano é um dos fatores mais afetados com as temperaturas altas, que podem causar danos a curto e longo prazo na saúde, inclusive em algumas situações, levar a morte. Apesar deste cenário afetar tanto cidadãos do campo como os dos grandes centros urbanos, a rotina do agricultor ou pecuarista exige esse contato maior com a natureza, com clima e consequentemente, com esses cenários de ondas de calor.

Outro fator importante a se destacar é que, nas cidades, as pessoas possuem muitos artifícios para aliviar essas condições. No entanto, o trabalhador do agro nem sempre tem à sua disposição ferramentas como ar-condicionado ou ventiladores, devido ao espaço onde trabalham.

Isso acaba trazendo malefícios a curto prazo, como o estresse térmico e a insolação. O primeiro se trata de uma série de sinais que alerta ao corpo uma elevação da temperatura interna e externa. “Esse é o estresse térmico, ele é uma fase, digamos assim, em que você começa a se sentir mal”, comenta o professor.

Fonte: Canal Rural